eu queria fazer um novo post.
porque todo mundo quer.
porque eu quero.
eu queria falar dos problemas no trabalho, de todas as angústias de ter que pensar em mudar de emprego, e de ficar pensando nisso me deparar com a realidade: que a vida de gente grande é cheia de escolhas, como um labirinto escuro que eu não sei que caminho tomar.
eu queria poder usar clichês.
eu queria poder admitir que tenho medo.
eu queria poder dizer que estou feliz, pois fiz novos amigos e hei mãe! eles são legais e além do mais, não querem nem saber.
eu queria poder falar que os amigos mais antigos são tão importantes para mim, que eles talvez não ainda não se tenham dado conta de como é bom conversar com eles e ouvi-los, de tramar com eles pequenos estratagemas e depois rir horrores de tudo isso, sabendo que tudo não passava de uma séria brincadeira.
eu queria falar do buraco...
do buraco que é o sentido, que às vezes não existe, que me faz lembrar que vou para os trinta e três e que quando eu tinta vinte e três achava que agora seria tudo tão diferente.
queria falar que quase sempre eu me lembro de você, embora você não saiba, acho até mesmo que você nunca soube, que sentimentos não cabem na balança de precisão. enquanto você se preocupou com a mensuração, eu me preocupava em viver, em curtir as coisas simples da vida, (adoro esse clichê) como tomar cerveja e jogar conversa fora, em usar um cachecol num dia de frio e transar numa noite de calor até ficar suado.
eu queria nunca mais ter dor de garganta, pelo menos não uma psicossomática.