acordo todos os dias de manhã. vou para academia, vou para o trabalho, almoço no mesmo restaurante (o tempero é sempre igual), volto para casa, levo o cachorro para passear.
uma vida rotineira e simples.
na agenda do celular alguns números de telefone a menos. na cabeça, algumas preocupações a mais. nada muito sério.
solidão? diz a doutora. talvez... mas ela é dura e insiste: solidão? sim - se assim está bom para você.
a verdade é que você é igual a todo mundo. que bom! assim eu não preciso ser especial, nem mostrar o melhor de mim. e melhor ainda: não vou me apaixonar por você.
porque na verdade, as coisas simples da vida, como assistir televisão de domingo a tarde, comendo a mesma pipoca de mão dada, não são tão simples assim.
