saio triste do cinema. na verdade não é bem tristeza. acho que é só uma sensação de vazio misturada com a decepção do filme. ando pelos corredores vazios do shopping. só os manequins das vitrines com suas perucas com cortes fashion me olham. ganho o estaciomento. apesar dos dias quentes à meia noite é frio e venta. meus cabelos balançam e eu adoro isso. para chegar até o carro é só traçar uma linha em diagonal até ele, uma vez que está tudo vazio. no céu escuro, poucas estrelas. ali parece que é o fim de londrina: para todo lado que olho só vejo a terra vermelha salpicada do que de dia deve ser verde. parece o horizonte de um sítio... em meio a essa vista tem uma torre, acho que é de alguma emissora de tv. está toda enfeita com luzes de natal que sobem por ela. acho que desde que eu era criança que veja essa torre com esse mesmo enfeite. e me lembro de que “é natal”. e constato que que não entendo onde há lugar para tanta hipocrisia.
